No escravismo brasileiro, o estupro de corpos de mulheres negras não era reconhecido como tal, pois esses corpos tinham os senhores como proprietários e esses filhos seriam escravizados.
Nas camadas pobres e negras da população as estratégias de sobrevivência não permitiriam a criação da identidade de bebê legítimo ou ilegítimo. A identidade é criada por afetos em relação á vivência criada em conjunto.
Para a casa-grande a promiscuidade está na senzala; para a senzala a promiscuidade é a própria casa-grande.
A sexualidade na senzala sempre foi mais aberta, lícita e livre e consequentemente ameaçadora para sexualidade da casa grande.
A casa-grande sempre quis ser pudica e honesta, mas os estupros de corpos negros sempre ocorreram no interior da casa-grande.




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