Enfrentar o caos é enfrentar a luta do homem contra o poder e trabalhar para que a memória vença o esquecimento. Para compreendermos o mundo, precisamos saber pintar seus fatos e suas histórias.
Os temas abordados nessas três pinturas são protagonizados pela questão da ordem e do caos, do caos e da ordem nesse momento pandêmico. Qual o lugar da pandemia no caos e qual lugar tem ordem na pandemia?
Os fatos retratados nas pinturas, Dom e Bruno – Genivaldo – Criança não é mãe, estão mais próximos de nossas vidas, dentro do nosso cotidiano, no ambiente externo e internamente no momento histórico em que vivemos.
Estamos dentro do caos; estamos dentro da ordem e estamos dentro da pandemia e não podemos negá-los. O caos a nossa volta é um caos interno, dentro de nós e que nos consomem, então temos uma necessidade desesperadora de ordem, de colocar fim nos conflitos, mas ainda produzimos guerras e conflitos na Ucrânia, no Iêmen, Etiópia, Síria, Mianmar, com os militantes islâmicos na África e Afeganistão. Ao reduzir nosso momento histórico em caos, ordem e pandemia tendemos a simplificar e diminuir a complexidade da vida numa terra global. É desafiador corrigir nossa memória coletiva para desfazer, desvendar e reescrever os elementos constitutivos que nos levou ao momento histórico de caos, ordem, pandemia, guerras e conflitos.
Estamos próximos de catástrofes, pois há falhas nos sistemas de integração, mutualidade e coexistência lateral. Nosso momento histórico tem que se tornar mais cooperativo e interdependente para enfrentarmos nossa construção de poder institucional e social, de raça, classe e gênero e remodular nossos sistemas de mito, poder e tempo que estruturam nossa imaginação.




Avaliações
Não há avaliações ainda.